Cursos têm reconhecimento ameaçado
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sexta-feira, 13 de dezembro de 2002
Leila Suwwan<br> Agência Folha 
Brasília - O ministro da Educação, Paulo Renato Souza, deve assinar uma portaria na próxima terça-feira suspendendo o reconhecimento de dois cursos universitários - um de direito e outro de administração - que foram ''reprovados'' pelo Provão (Exame Nacional de Cursos) deste ano.
Esta é a segunda vez que o governo tenta suspender cursos que, além de acumular uma nota insuficiente na avaliação de seu corpo docente, receberam conceitos D ou E por três anos seguidos no Provão. Os 12 cursos ''suspensos'' no ano passado, das áreas de letras e matemática, continuam funcionando por liminares da Justiça.
Os cursos que devem ter o reconhecimento suspenso são privados: direito nas Faculdades Integradas Bennett, no Rio de Janeiro, e administração de sistemas de informação nas Faculdades Integradas Cândido Rondon, em Cuiabá (MT).
O Provão 2002 testou 370 mil alunos de 5.030 cursos. A avaliação de condições de ensino foi feita em 538 tipos de cursos neste ano. No geral, 27% dos cursos tiraram A ou B e 42%, C. Outros 31% receberam nota D ou E. Em 2001 essa proporção foi de 32%.
Das 24 áreas avaliadas, apenas a odontologia teve média geral acima de 50, patamar que Paulo Renato considera ideal para distinguir os cursos bons dos ruins. As notas variam de zero a cem.
Ficaram com média abaixo de 20: biologia, economia, engenharia civil e mecânica, física, história, letras e matemática.


