Cursos mal qualificados no Enade serão avaliados
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 12 de junho de 2007
André Amorim<BR>Equipe da Folha 
Curitiba - O ministro da Educação, Fernando Haddad, informou ontem que os cursos que foram mal na avaliação do Exame Nacional de Desempenho (Enade) estão com o sinal vermelho aceso. Ele disse que o Ministério da Educação criou um banco de avaliação que irá às faculdades averiguar o por quê do mal desempenho. As informações são da Agência Brasil.
A reportagem da FOLHA pesquisou resultados das três maiores cidades do Paraná. Em Londrina, não houve curso com notas muito baixas. Em Maringá e Curitiba, dois cursos ficaram abaixo do desempenho mínimo esperado pelo MEC. O curso de Design do Centro Universitário Maringá (Cesumar) ficou com nota 1 no Enade e 3 no IDD, que avalia o grau de conhecimento agregado pelo aluno ao longo do curso. A reportagem procurou a direção do curso de Design, mas não encontrou os responsáveis.
O curso que ficou com a pior nota entre as três maiores cidades do estado foi Comunicação Social - habilitação em Jornalismo, das Faculdades ESEEI, em Curitiba. Obteve nota 1 no Enade e 2 no IDD, segundo o diretor de ensino e tecnologia, Joaquim Valverde, a instituição ficou surpresa com o resultado, pois outros cursos de Comunicação Social - cujo conteúdo é quase o mesmo - ficaram melhor colocados. ''Não entendemos o que houve só com os alunos de jornalismo'', indagou Valverde. Ele acredita que a avaliação do MEC não levou em conta o direcionamento profissionalizante a que o curso se propõe. ''O Enade trata mais de questões de cunho sociológico'', afirmou.
O MEC informa que criou um banco de avaliadores formado por doutores de toda rede federal de educação superior. Esses consultores vão compor comissões de avaliações in loco, por sorteio.
O ministro admitiu que na avaliação do Enade há a possibilidade de boicote de alunos em um ou outro caso, mas que isso não é a explicação de todo desempenho. ''Há cursos que estão precários e esses cursos, se quiserem continuar ofertando vagas, vão ter que estabelecer termos de compromissos, que se não forem cumpridos, poderão ensejar a suspensão do processo seletivo'', afirmou.(Com Folhapress)


