Quem trabalha na área garante que o mercado está em plena expansão, principalmente no Nordeste do Brasil. Mas para aqueles que procuram a hotelaria como profissão, aqui vai a primeira dica: procurar cursos com tradição e se especializar em áreas específicas podem ampliar ainda mais o horizonte de qualquer interessado.
A sugestão é de Juliano Battistel Kamm Wertheimer, assistente de Alimentação e Bebidas de um dos maiores hotéis de Foz do Iguaçu. Mesmo com apenas 21 anos e formado há dois, vale seguir os ‘‘conselhos’’ do rapaz, graduado em Tecnologia em Hotelaria pela Núcleo Universitário de Canela (RS). Para aprender inglês (língua exigida em qualquer teste de admissão do setor) e também se especializar na preparação de alimentos, ele fez estágio no Canadá e chegou a trabalhar em uma pousada no Alasca. ‘‘Aprendi a fazer diversos pratos com salmão. Muitos europeus, principalmente suíços, frequentavam o local’’, conta.
Rômulo Gelatti, 23 anos, formou-se na mesma universidade de Wertheimer e também é funcionário do hotel. Trabalhando como assistente Operacional Habitacional, Gelatti, garante que a boa formação foi um principais motivos que garantiram emprego rápido (começou no hotel em abril do ano passado, logo depois de se formar). ‘‘Entrei como estagiário e depois fui chamado para trabalhar definivamente. Um curso com 25 anos de tradição como o nosso é sempre uma ótima referência’’. Wertheimer concorda com o amigo e destaca ainda que grandes companhias costumam ‘‘recrutar’’ estagiários na escola gaúcha. ‘‘Muitas delas vão atrás, principalmente agora que o mercado está crescendo no Nordeste’’.
Os assistentes lembram que existem muitos cursos de hotelaria atualmente (cerca de 50 em todo o País), mas dizem que pouquíssimos têm mais de dez anos. Em Foz do Iguaçu, terceiro pólo hoteleiro do Brasil com 242 estabelecimentos do setor, existe apenas uma faculdade e dois cursos técnicos. Todos sem nenhuma turma formada. Mesmo assim as dificuldades de colocação no mercado existem. ‘‘Muitos colegas graduados acabam trabalhando como recepcionista porque os empresários ainda não despertaram para as vantagens de um profissional bem preparado’’, diz Gellati, que atua na área de apartamentos, telefonia e jardinagem.
Sobre o aspecto financeiro, ambos dizem que a variação é muito grande de acordo com cada região. No sul do País, o salário inicial pode variar de R$ 700 a R$ 1,4 mil. Como em outros segmentos, quanto maior a experiência, maiores os benefícios.

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