Cursos a distância na UFPR são alvos de denúncias
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quinta-feira, 17 de novembro de 2005
Andréa Bordinhão<br> Equipe da Folha 
Curitiba - Dois professores, um servidor da área técnica e um aluno da Universidade Federal do Paraná (UFPR) assinaram e protocolaram ontem na Procuradoria Geral da República uma denúncia contra uma parceria que a Universidade fez com o Instituto Tecnológico de Desenvolvimento Educacional (ITDE) para ministrar cursos técnicos à distância. A denúncia aponta que o ITDE deveria ministrar quatro cursos por meio da parceira, porém ministra 11, e também que nem sequer tem alvará praticar o ensino à distância. A UFPR fornece os diplomas.
''O ITDE não tem credenciamento na secretaria da Educação para dar este tipo de aula. O estúdio onde são produzidas as fitas que são enviadas aos alunos fica dentro da Escola Técnica da UFPR. E o Instituto está usando o nome da UFPR para promover outros cursos seus'', afirmou o vice-coordenador do departamento de Física, Wilson Soares. O professor alegou que as denúncias nada tem a ver com as eleições para reitor, que acontecem no próximo dia 23. ''Não denunciamos antes porque só fui pesquisar a questão agora'', argumentou. Soares estima que os cursos ministrados pelo ITDE, que são pagos, atendem pelo menos 88 mil alunos.
O diretor da Escola Técnica da UFPR, Alípio Leal, afirmou que o Soares é novo na Universidade e não conhece os cursos. ''A denúncia é caluniosa e ele vai ter que provar isso'', rebateu. Leal afirmou que são quatro cursos e um curso pré-vestibular ministrados à distância. ''As denúncias têm fundo eleitoreiro'', afirmou. Segundo Leal, Soares apoia o candidato a reitor Francisco de Assis Marques, professor do Departamento de Química da Universidade. No início do mês Marques protocolou uma outra denúncia contra o reitor licenciado Carlos Augusto Moreira Júnior, que tenta a reeleição.


