Está prevista para ser votada, amanhã, uma resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE) que impede que adolescentes com menos de 18 anos cursem a Educação de Jovens e Adultos (EJA), o antigo supletivo. Se for aprovada, a resolução vai virar lei. Entretanto, a regra não é consenso entre os educadores e o Ministério da Educação (MEC) poderá se posicionar contra a proibição.
  A votação será feita pelos 12 conselheiros da Câmara de Educação Básica, responsável pela educação fundamental e ensino médio do país. No MEC há muita discussão sobre o assunto, principalmente por causa do impasse em relação aos jovens que já estão atrasados. Questiona-se se esses jovens atrasados por terem abandonado a escola ou por repetência, terão que ficar afastados até que completem a maioridade ou dividirão as salas de aula com alunos mais jovens.
  A faixa etária discutida pelo CNE é uma das mais preocupantes da educação pública brasileira, já que nem 50% dos 10,2 milhões de brasileiros de 15 a 17 anos estão no ensino médio, considerado o nível adequado para esses adolescentes, segundo dados divulgados pelo IBGE (Insituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Atualmente, 1,6 milhão estão fora da escola, além dos que estão com defasagem de aprendizagem. A maioria dos estudantes da EJA tem mais de 25 anos, e são 2,6 milhões entre os 4,8 milhões que cursam o nível de ensino.

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