Curso de farmácia é referência nacional
Marcos Zanatta
De Maringá
O curso de farmácia da Universidade Estadual de Maringá (UEM) está completando 25 anos e se tornou referência no atendimento a pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) da região. O Laboratório de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas (Lepac), que presta serviços à comunidade, atende uma média de 130 pacientes por dia. A UEM está ampliando a área de recepção dos pacientes para oferecer melhorar o atendimento.
As comunidades da região contam ainda com outros laboratórios do curso de farmácia da UEM. O de imunogenética realiza testes de paternidade, seleciona doadores para transplante e mantem um banco de doadores de medula óssea. O laboratório de microbiologia faz análise bacteriológica de água para empresas, comprovando a potabilidade e qualidade do líquido.
Os pacientes do SUS de todo o Estado são atendidos também pelos medicamentos produzidos no Laboratório de Ensino, Pesquisa e Extensão em Medicamentos e Cosméticos (Lepemc). A UEM possui convênio com a Secretaria de Saúde do Estado e algumas prefeituras para fornecer os medicamentos produzidos no Lepemc, que chegam praticamente em todos os municípios paranaenses.
A estrutura do curso tem uma função muito mais ampla, que é de formar o profissional. Desde sua criação, já são mais de mil formandos, que trabalham por todo o País nas mais diversas áreas. O ex-aluno Fernando Monteagudo Laravia, chefe de produção de um laboratório em São Paulo, disse que a qualidade do ensino garantiu a experiência necessária para ingressar em um campo extremamente competitivo.
A empresária Aparecida Izelli, diz que o curso garante a capacitação também para quem pretende ter o próprio negócio. Ela abriu um laboratório de manipulação em Maringá e diz que está realizada profissionalmente.
A diversas atividades dos ex-formandos não acontece por acaso, assim como o reconhecimento nacional do curso, que começou graças ao empenho de alguns professores. Na instalação da Universidade Estadual de Maringá, em 1969, foi criado o curso de ciências biológicas. Na época existia um movimento que pretendia dar ênfase à área de ciências exatas na UEM, deixando os cursos de ciências biológicas para a Universidade Estadual de Londrina (UEL).
O professor aposentado Basílio Bacarin liderou um movimento contra a exclusividade de áreas nas duas instituições e conseguiu manter o curso de ciências biológicas e ainda criar o de farmácia e bioquímica.
Mesmo com a carência de espaço e de equipamentos, os dois cursos foram adiante. Tínhamos que recorrer a laboratórios particulares para aulas práticas, mas conseguimos levar adiante os dois cursos, lembra Bacarin. Os professores queriam não apenas manter os cursos, mas transformar a instituição em referência na formação de profissionais da área. Acho que conseguimos, diz.Medicamentos produzidos nos laboratórios da UEM são distribuídos em todo o Estado e os pacientes são atendidos pelo SUS
COMUNIDADEEm média 100 pacientes procuram o Laboratório de Ensino e Pesquisa em Análises Clínicas todos os diasO laboratório de Fitoterápicos produz emulsão de calêndula, que vai para a rede pública de saúde





