Curitibanos madrugaram nas filas
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quarta-feira, 27 de agosto de 2003
Luciana Pombo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - As agências do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) reabriram as portas ontem em Curitiba com muitas filas e dificuldades no atendimento ao público. Muitas pessoas chegaram a madrugar em frente às agências para garantir o atendimento ainda no turno da manhã. Quem chegou depois das 6h teve que aguardar cerca de nove horas para receber orientações e solicitar benefícios. Os computadores ficaram sobrecarregados e funcionaram precariamente.
Quem teve que esperar o atendimento ficou revoltado. A auxiliar contábil Karine Vigolo Saldanha, 17 anos, precisava de algumas certidões de empresa. Ela disse que o atendimento para este tipo de pedido dura, em média, 15 minutos. No entanto, ela estava esperando por mais de quatro horas. ''O atendimento aqui é péssimo. Eles estão trabalhando como se estivessem nos fazendo um favor. É dever deles e nosso direito'', reclamou irritada.
A diarista Atila Clóvis dos Santos, 57 anos, precisava fazer exame pericial. Ela queria entrar com o auxílio doença e estava há quase dois meses sem receber. A aposentada Maria Baldi Vos, 76 anos, tentava entrar com o pedido de pensão do marido pela terceira vez em duas semanas. Apesar da idade, ela ficou por mais de quatro horas esperando para pegar uma senha e esperar o atendimento.
Dados nacionais do INSS dão conta de que das 1.139 agências, 25% fecharam durante a greve, que inciou em 8 de julho. No Paraná, das 50 agências, 21 fecharam. As maiores demandas são pelo auxílio-doença, salário maternidade e pensão por morte. A gerente executiva do INSS, Laura Bianca da Costa, disse ontem que cerca de 65 mil pessoas deixaram de ser atendidas no Paraná por causa da greve. Somente em Curitiba foram 40 mil pessoas. Para tentar prestar auxílio rápido, os horários de atendimento foram estendidos. Nos próximos 20 dias, as agências funcionarão das 7h às 19h.


