Curitiba tem programa de apoio a cardíacos
Curitiba
Kraw PenasCésar Correa: Esse programa é uma injeção de ânimoPessoas que tiveram infarto, colocaram pontes de safena ou passaram por outros problemas no coração já podem contar com orientação gratuita e acompanhamento periódico de profissionais para reduzir o risco de doenças cardíacas. O programa Heart Care Network, lançado ontem em Curitiba pelo Hospital do Coração, foi desenvolvido por médicos suecos e é aberto à comunidade.
O trabalho é iniciado desde o período de internação, com acompanhamento de médicos cardiologistas e clínicos gerais e profissionais da área de saúde. Os participantes recebem material de apoio e podem participar de palestras com informações detalhadas sobre problemas cardíacos.
Segundo o diretor do Hospital do Coração, Mário Sérgio Cerci, um dos principais objetivos do programa é a conscientização dos pacientes para as mudanças de hábito. Os hábitos mais difíceis de mudar são o tabagismo e traços da personalidade, para reduzir o stress.
No Paraná, o primeiro paciente a participar do programa é César Correa, de 53 anos. Ele sofreu seu primeiro infarto aos 47 anos e já colocou três pontes de safena. Esse programa é uma injeção de ânimo. Vai ser mais fácil seguir o tratamento porque o acompanhamento é constante, observa. César, que fumava mais de uma carteira de cigarros por dia, disse que parou de fumar e que está seguindo 90% das recomendações alimentares.
Sarampo A cidade de Foz do Iguaçu, na fronteira com o Paraguai e Argentina, registrou 77 dos 495 casos de sarampo ocorridos Paraná no ano passado, 15% do total. Este número, somado ao fato de que 77% dos casos da doença no Paraguai estão concentrados naquela região de fronteira, chamou a atenção das autoridades de saúde para a necessidade de uma ação conjunta.
Essa preocupação resultou em um encontro que está acontecendo em Curitiba, para definir as medidas necessárias para acabar com os casos de sarampo até o ano 2000. Participam do encontro representantes da Organização Panamericana de Saúde (Opas), dos Ministérios da Saúde do Brasil, Paraguai e Argentina, e profissionais ligados ao controle de epidemias dos Estados do Paraná e Mato Grosso do Sul.
Ontem, no primeiro dia do evento, foi apresentado um painel da realidade da doença em cada localidade. Nesta sexta-feira seriam discutidas as estratégias e propostas para a assinatura de um termo de cooperação técnica. Esse documento deve ser firmado entre os participantes no encerramento dos trabalhos.





