Curitiba tem o maior Índice de Desenvolvimento Humano do PR
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sexta-feira, 24 de janeiro de 2003
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A fragilidade das políticas públicas na área social colocaram o Paraná em situação desfavorável em relação aos demais estados do Sul do País, no que se refere ao Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M). A avaliação é da diretora-presidente do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) órgão vinculado ao governo do Estado Liana Carleial, que apresentou ontem os números do Estado.
O Ipardes analisou os dados divulgados no Atlas de Desenvolvimento Humano, elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Fundação João Pinheiro, de Minas Gerais com base no Censo 2000 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O órgão paranaense, no entanto, inseriu outras variáveis para ter um panorama mais detalhado da situação do Paraná. Foram analisados individualmente cada componente do IDH-M, ou seja, educação (alfabetização e taxa de frequência escolar), longevidade e renda da população.
Além de Curitiba, que ocupou o melhor índice (0,856) no Estado, os municípios da região metropolitana, em geral, tiveram boa pontuação. Londrina obteve 0,824.
O que chamou a atenção do Ipardes, no entanto, foi o grande número de municípios em alinhamento contínuo com IDH-M superior a 0,800 , no Oeste do Estado. Já as situações de menor desenvolvimento humano estão concentradas no Vale do Ribeira, Guaraqueçaba (Litoral do Estado) e na região central, onde apenas Campo Mourão, Ivaiporã, Guarapuava e Telêmaco Borba escapam dessa classificação. O município de Ortigueira registrou o menor IDH-M (0,620).
A análise do Ipardes aponta que cerca da metade da população paranaense (50,3%) está concentrada nas aglomerações urbanas, onde estão os municípios com IDH-M elevado. ''Entretanto, dada a complexidade desses espaços, apresentam desigualdades internas importantes, que se expressam em elevado contingente populacional em situação desfavorável'', conclui o relatório.
As regiões rurais, segundo Liana, apresentam os menores índices de desenvolvimento, o que para ela é ''contraditório'', uma vez que o Paraná é um dos maiores produtores agrícolas do País. A população rural apresenta a maior precariedade, residindo em sua maioria (71%) em municípios com IDH-M menores que a média brasileira (0,764).


