A virada do ano foi movimentada no Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Universitário Evangélico Mackenzie, em Curitiba. Ao todo, 25 pacientes foram atendidos entre a noite do dia 31 e a madrugada de 1º de janeiro.

Conforme a médica e cirurgiã plástica Vanessa Romanel, 13 pessoas sofreram acidentes com fogos de artifício. Destes, cinco pacientes precisaram ser levados ao centro cirúrgico em razão das lesões graves. “Em um dos casos foi necessária a amputação total da mão. Em outro paciente, de 16 anos, houve a amputação parcial de uma falange. Um menino de 14 anos teve queimaduras na face e chegou a perder um olho”, detalhou.

Todos os pacientes atendidos são de Curitiba ou da região metropolitana. Além dos ferimentos causados por fogos de artifício, três pessoas foram encaminhadas ao hospital por sofrerem queimaduras solares graves de 2º grau. Os demais pacientes se acidentaram em casa e tiveram lesões de menor gravidade.

No mesmo período do ano passado, entre 31 de dezembro de 2018 e 1º de janeiro de 2019, 28 pessoas foram atendidas na ala de queimados do hospital, sendo 13 após acidentes ocasionados por fogos de artifício.

“Esses acidentes acontecem de duas maneiras. O mais comum é o rojão falhar e a pessoa ir verificar por que o rojão não estourou. É nesse momento que pode ocorrer o acidente. A segunda causa é a pessoa soltar o fogo de artifício com a própria mão, sem um suporte de apoio”, comentou.

Em caso de queimadura, a recomendação é que o local lesionado seja colocado em água corrente e em temperatura ambiente. Não é necessária a aplicação de qualquer produto. A pessoa deve ser encaminhada rapidamente para o atendimento médico.

O Centro de Tratamento de Queimados do Hospital Universitário de Londrina não registrou atendimentos relacionados a acidentes envolvendo fogos de artifício.

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