Curitiba interdita fábrica de remédios
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segunda-feira, 17 de agosto de 1998
Adriana Ribeiro e Agência Estado 
Mais uma empresa fabricante de remédios foi interditada na Região Metropolitana de Curitiba. A Medinal Medicamentos Ltda., que funcionava num barracão na Rua Antônio Moro, 340, bairro Costeira, em São José dos Pinhais, foi fechada durante ação realizada na última sexta-feira pela Vigilância Sanitária do município e pela Delegacia de Crimes Contra o Consumidor (Delcon). Um dos proprietários da empresa, Alexandre Dondoni Vilela, 31 anos, foi preso em flagrante por fabricar remédios fitoterápicos sem autorização do Ministério da Saúde (MS).
Os técnicos chegaram ao local a partir de uma denúncia feita por funcionários da gráfica que produzia os rótulos dos produtos comercializados pela empresa. Ainda ontem, a Vigilância Sanitária de São José dos Pinhais não tinha o levantamento de quantos remédios eram fabricados pela Medinal e a quantidade que foi apreendida durante a fiscalização.
A chefe em exercício do Departamento de Saúde Comunitária da Secretaria da Saúde de São José dos Pinhais, Carmem Augusta Arata, disse que essas informações estarão disponíveis somente depois que um representante da Medinal abrir a empresa para a averiguação. Ontem, ninguém havia mantido contato com a secretaria.
No dia da fiscalização, os técnicos encontraram vários medicamentos estocados numa sala de aproximadamente cinco metros quadrados. Entre eles o medicamento Hepatol (protetor ativador hepático vegetal) e o Guaranax (estimulante), que eram vendidos para todo o Brasil. Parte desses produtos foi levada e apresentada ontem pela Delcon, onde Alexandre Vilela continua preso. Se for condenado, ele poderá receber uma pena que varia de 10 a 15 anos de detenção, segundo o delegado titular da Delegacia, Luiz Alberto Cartaxo Moura. Ele infringiu o artigo 273 do Código Penal, que trata da falsificação e adulteração de produtos para fins terapêuticos.
Pará O representante comercial de medicamentos, Francisco José Holanda, negou, ontem, em depoimento ao delegado da Polícia Civil Antônio do Carmo, qualquer envolvimento na venda de remédios falsificados em Belém. O delegado já começou a investigar as declarações. No fim de julho, a polícia apreendeu na casa de Holanda 1,5 mil cápsulas vazias para remédios e 50 caixas de reagentes químicos para uso exclusivo de laboratórios de análise clínica. O representante comercial desapareceu da capital paraense no mesmo dia, só retornando sexta-feira passada. Holanda apresentou-se ao delegado acompanhado de seu advogado, Marcos Eiró, e munido de um salvo-conduto expedido por uma juíza da capital.


