Curitiba debate solução para resídios sólidos
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terça-feira, 11 de maio de 2004
Candice Dequech<br>Equipe da Folha 
Curitiba- Um dos maiores problemas mundiais, o acúmulo de resíduos sólidos, agora tem sede de debate e treinamento em Curitiba. Trata-se do Centro Internacional de Formação para Autoridades Locais em Urbanização e Desenvolvimento Sustentável (Cifal), um órgão do Instituto das Nações Unidas para Pesquisa e Treinamento (Unitar). A rede Cifal de Curitiba é a sexta do mundo e a primeira da América Latina. Existem outros 12 centros de excelência em capacitação de autoridades locais que buscam o desenvolvimento sustentável em outros países.
A proposta da rede Cifal é promover a troca de experiências entre as cidades da América Latina e Caribe sobre o desenvolvimento urbano sustentável dentro do contexto da nova sociedade de informação. Também busca solucionar problemas conforme os princípios da Organização das Nações Unidas (ONU), que busca a paz mundial e a resolução de questões que afetam a humanidade.
A rede Cifal foi criada pela Unitar em 2003. No mesmo ano foi inaugurada a sede de Curitiba através de parceria com a prefeitura. A proposta de criação da rede começou a ser debatida por membros da ONU após a realização da Eco 92 e da Rio+10, que reuniram representantes do mundo inteiro para debater o desenvolvimento sustentável das nações.
Ontem pela manhã, a tônica dos debates foi o gerenciamento de resíduos sólidos. O evento no Centro de Atos do Parque Barigui foi um dos primeiros sediados pela rede Cifal de Curitiba. Participam autoridades da Argentina, Colômbia, El Salvador, México, Nicarágua, Paraguai, Peru, Uruguai e Panamá; além de prefeitos e técnicos em desenvolvimento sustentável do Brasil.
Para o diretor executivo da Universidade Livre do Meio Ambiente (Unilivre) e do Cifal Curitiba, Hélio Gilberto Amaral, a escolha de Curitiba para representar o Cifal se deve às experiências em planejamento urbano realizadas pelo município. Ao falar sobre ''Cidades Sustentáveis na Prática'', Amaral destacou os diferentes níveis de sustentabilidade que integram o sistema: ambiental, social, econômico, cultural e espacial.
''Todos eles interagem entre si e devem ser abordados e trabalhados em conjunto. A questão do lixo, por exemplo, é cultural e ambiental. Cultural porque faz parte dos costumes das pessoas a separação ou não separação do lixo e, ambiental, porque fere o meio ambiente o longo período de degradação de muitos materiais'', explicou Amaral. Para ele é importante estabelecer um equilíbrio entre preservação e desenvolvimento. ''Porque apenas preservar não gera crescimento.
Uma das propostas para reduzir a produção de lixo é o aproveitamento de embalagens de leite longa vida na forração de telhados. Outra sugestão é a criação de um programa permanente de conscientização ambiental com ênfase para a separação do lixo.


