Curitiba - Curitiba sedia até amanhã o 3º Fórum Humanista Brasileiro. Grupos sociais, culturais, artísticos e inscritos avulsos participarão de painéis, mesas temáticas e debates sobre ações e idéias voltadas para a não-violência em diversos âmbitos. Uma marcha pela ''não-violência ativa'' cruzando o centro de Curitiba marcou a abertura do evento, organizado pelo Movimento Humanista, ontem.
De acordo com Regis Garret, coordenador do fórum, a o projeto não-violência ativa é diferente do pacifismo. ''Toda a nossa discussão busca gerar ações para inibir os vários tipos de violência como a econômica, social e psicológica. São delas que nascem a violência física'', explica.
Para Priscilla Lacer, economista do Banco Central e orientadora do Movimento Humanista, o tipo de violência que mais causa sofrimento é a econômica. ''A má situação financeira de uma sociedade reflete diretamente nas outras formas de violência. Um exemplo clássico é a questão do tráfico de drogas e de armas'', conta.
No local do encontro, o prédio da Reitoria da Universidade Federal do Paraná (UFPR), acontece também uma feira solidária -produtos sustentáveis feitos principalmente por cooperativas-, mostra paralela de filmes alternativos e intervenções culturais. No final do fórum, um trabalho com o conjunto das propostas interconectadas será levado a membros dos poderes executivo e legislativos. O evento em Curitiba é preparatório para o 3º Fórum Humanista Latino Americano que será realizado no mês de novembro, em Buenos Aires, Argentina.

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