Curitiba - Os funcionários dos Correios em Curitiba recusaram as duas propostas de reajuste salarial ofericadas pela empresa na madrugada de ontem e decidiram permanecer em greve. O movimento, que já estava presente em Curitiba e Região Metropolitana e Foz do Iguaçu, começou ontem também em Ponta Grossa e Paranaguá. Segundo os grevistas, entre 50% e 60% do total de funcionários dos municípios em greve estão parados. A direção da empresa já convocou novos carteiros e informou que apenas 10% dos empregados faltaram ao trabalho ontem em todo o Estado. No Paraná, circula uma média de 1,4 milhão de objetos todos os dias, sendo que metade só na grande Curitiba.
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores nos Correios do Paraná (Sintcom-PR), em Curitiba cerca de 90% dos funcionários pararam de trabalhar. Isso significa que apenas a parte administrativa estava na ativa. Como os grevistas estão fazendo piquete para barrar a entrada de funcionários e carros no prédio central dos Correios na Capital, a triagem dos objetos foi transferida para um local não divulgado pela empresa. O diretor do sindicato, César Froze, disse que a triagem estava sendo feita em uma sede em São José dos Pinhais e que os funcionários de lá também estão em greve.
Apesar de assegurar que o movimento grevista ainda não trouxe grandes prejuízos para os serviços, os Correios de Curitiba convocaram ontem 20 novos carteiros. Segundo a assessoria da empresa, eles fazem parte de 100 vagas que já estavam autorizadas. A empresa garante que as entregas não vão ser prejudicadas e que, se houver necessidade, mão-de-obra temporária vai ser contratada. A reportagem da Folha apurou que em boa parte dos bairros da Capital não chegaram correspondências ontem.

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