Curitiba - Critérios técnicos orientaram substituições na equipe de Curitiba
As mudanças ocorridas na redação da Folha em Curitiba foram todas de caráter técnico ou de iniciativa dos próprios profissionais e equipe, segundo avaliação da chefe da redação, Mari Tortato. Houve redução da equipe de Cidades de 11 para 9 pessoas, remanejamento e substituição de profissionais, um processo considerado rotineiro dentro de uma redação de jornal. Não houve nenhum processo de demissão em massa, afirmou Mari, com 11 anos de Folha e há um ano e meio ocupando, pela segunda vez, a chefia de redação.
A redução no quadro de pessoal ocorreu com a saída dos repórteres Guilherme Vieira, da editoria de Cidades/Curitiba, da colunista social, Isabela França, e do fotógrafo Marcelo Almeida. A editora do caderno Cidades/Curitiba, Miriam Karam, a redatora Mariela Castro, e a repórter Andrea Vendramini pediram demissão para assumir novos desafios.
Isabela França deixou a Folha para dedicar mais tempo à sua empresa, Literal Comunicação. Para substituí-la, o colunista Ruy Barrozo, que já possuia uma coluna semanal publicada aos domingos, passará a escrever diariamente. Aos domingos, o jornalista Reinaldo Bessa ocupará o espaço na Folha, com enfoque político, empresarial, econômico e industrial.
Todas as pessoas de uma redação passam por uma avaliação natural e constante. O desempenho está estampado no jornal do dia seguinte. A profissão exige muito. Claro, que há desconto para uma falha ou outra, mas a evolução, envolvimento com a notícia e o empenho são avaliados permanente, disse Mari.
Mari fez questão, entretanto, de ressaltar o esforço dos profissionais para superar as deficiências existentes na redação. Sabemos que há defasagem de equipamentos e que estamos com a equipe enxuta. Mas ainda assim, a redação da Folha continua sendo vitrine e, inevitavelmente, somos fornecedores de profissionais para o mercado local e nacional, observou.
Quando diz que a redação da Folha é uma vitrine, Mari refere-se aos constantes assédios que os profissionais da Folha são submetidos pelos demais veículos. Alguns acabam sendo concretizados como foi o caso mais recente do repórter Edmundo Inagaki, da editoria de Esportes da Folha. Ele acaba de ser contratado para a sucursal do jornal Lance, a exemplo do chefe de redação, Júlio Tarnowski, também ex-Folha.
Como a redação em Curitiba já vinha trabalhando com uma equipe enxuta, Mari afirmou que foram necessário remanejamentos para atender a nova meta da Folha de Londrina/Folha do Paraná e assegurar a cobertura com qualidade e credibilidade.
Com a desativação temporária de circulação do caderno Folha da Sexta em Curitiba, a repórter Vivian Albuquerque, que vinha atuando exclusivamente naquela editoria, passou a integrar a equipe da editoria de Cidades/Curitiba. O time foi reforçado com a entrada da jornalista Martha Feldens, com 16 anos de profissão e, por oito anos, foi chefe da sucursal do Jornal do Brasil, em Curitiba.
Martha Feldens assumiu temporariamente a editoria de Cidades/Curitiba no lugar de Miriam Karam. O chefe de reportagem de Curitiba, Jorge Mosquera, foi transferido para Londrina, onde foi auxiliar o editor-chefe da Folha, João Arruda, na consolidação do processo de estadualização do jornal.





