Curiati nega denúncias e pede apuração
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quinta-feira, 05 de agosto de 1999
Por Mauro Carvalho da Silva 
São Paulo, 06 (AE) - Nervoso, o vereador Salim Curiati Junior
acompanhado de seu chefe de gabinete, Maurício Martins, chegou às 16 horas ao prédio do Instituto de Criminalística, no Butantã. "Vim pôr minhas contas e eu mesmo à disposição da polícia e do Ministério Público para qualquer investigação", disse. "Não sei como fui parar no meio desse rolo, um escândalo que envergonha a cidade."
Aos repórteres que estavam na entrada do prédio, Curiati Junior disse: "Jornais deram manchetes dizendo ex-assessoras denunciam Maria Helena e Curiati; não posso ser posto na mesma vala da vereadora." Ele disse estar cansado. "Chegamos ao fundo do poço; não aguento mais." O vereador está magoado com a executiva do PPB, seu partido. "Até agora não recebi um telefonema dando apoio", afirmou. "Só o deputado Wadih Helou e o vereador Cosme Lopes hipotecaram solidariedade."
O vereador negou que estivesse tomando parte do salário da ex-assessora Maria Aparecida. Ela disse que recebia R$ 4,7 mil, mas nos últimos meses ficava só com R$ 1,2 mil que o restante ia na ocasião para o assessor - hoje chefe de gabinete do vereador - Maurício Martins. Curiati Junior negou a informação, dizendo que a ex-assessora foi contratada em janeiro de 1997 e exonerada em 17 de dezembro de 1998 porque faltava muito ao trabalho e queria continuar recebendo, morando em Iguape, "Não concordei e a exonerei."
Meia hora depois, foi ao 3.º andar conversar com o promotor Roberto Porto e o delegado Maurício Correali. Às 17 horas, saiu e, mais calmo, pediu desculpa aos repórteres.


