Curiati diz que quer esclarecer acusações
São Paulo, 06 (AE) - Nervoso, o vereador Salim Curiati Junior, acompanhado de seu chefe de gabinete, Maurício Martins, chegou às 16 horas ao prédio do Instituto de Criminalística no Butantã. "Vim me colocar e minhas contas à disposição da polícia e do Ministério Público para qualquer investigação", disse. "Não sei como fui parar no meio deste rolo, um escândalo que envergonha a cidade", acrescentou. "Por isso, toda acusação tem de ser esclarecida".
Aos repórteres que se encontravam na entrada do prédio Curiati Junior desabafou. "Jornais deram manchetes dizendo que ex-assessoras denunciam Maria Helena e Curiati; não posso ser colocado na mesma vala da vereadora", se queixou. Disse estar cansado. "Chegamos ao fundo do poço, não aguento mais." O vereador se mostrou magoado com a executiva do PPB, seu partido. "Até agora não recebi um telefonema dando apoio", afirmou. "Só o deputado Wadih Helou e o vereador Cosme Lopes hipotecaram solidariedade".
O vereador negou que estivesse retirando dinheiro do salário da ex-assessora Maria Aparecida. Ela havia denunciado que recebia R$ 4.700,00, mas nos últimos meses ficava apenas com R$ 1.200,00, que o restante ia na ocasião para o assessor - hoje chefe de gabinete do vereador Curiati - Maurício Martins. Curiati Junior negou a informação dizendo que a ex-assessora foi contratada em janeiro de 97 e exonerada em 17 de dezembro de 98 porque faltava muito ao trabalho e queria continuar recebendo, morando em Iguape, Não concordei com isso e a exonerei".
Meia hora depois subiu até o terceiro andar, onde conversou com o promotor Roberto Porto e o delegado Maurício Correali. Às 17 horas ele saiu e mais calmo pediu desculpas aos repórteres pelo desabafo exaltado.





