São Paulo, 05 (AE) - O vereador Salim Curiati Junior (PPB) não participou da sessão plenária da Câmara Municipal hoje. Ele disse que há três noites não dorme. Desde o dia 29, quando recebeu o telefonema de Fabiano Leite Sá Lima, o vereador disse estar vivendo um pesadelo.
Com a casa protegida por policiais do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Curiati Junior afirmou que está disposto a contratar um segurança particular para protegê-lo e à sua mulher e ao filho de 5 meses. "O DHPP respondeu ao meu pedido prontamente, mas na Câmara a segurança está falhando", disse. Segundo ele, é preciso "caçar" um policial da Casa para atendê-lo. "Estão sempre ocupados."
O vereador pediu a proteção policial depois que cinco homens foram ao seu prédio e perguntaram ao porteiro quantas crianças com menos de dois anos moravam no local.
Ligação - O vereador disse ter ligado para a vereadora Maria Helena (PL), por orientação do delegado Romeu Tuma Júnior, pouco antes de ir para o Instituto de Criminalística para fazer sua declaração sobre o caso. "Liguei no celular dela, falei com sua assessora, Elaine, mas ela não retornou a ligação", contou.
O vereador garantiu também que não "sumiu no fim de semana" como teria afirmado Maria Helena. "Tenho um recado dela no meu celular, de segunda-feira às 23h30, dizendo que ela esteve doente e por isso sumiu no fim de semana."
Hoje, por volta das 16h30, ele já estava fora da Câmara. "Estou indo para minha casa, descansar e pensar em tudo o que aconteceu", afirmou. Apesar do cansaço, ele disse que pretende continuar seu trabalho na Câmara. "Quem achou que ia me intimidar, errou um pouquinho", observou. "Estou à disposição das investigações."

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