Cura chega a 80% dos casos, diz hematologista
A cura da doença, com tratamento e suporte adequados, chega a 80%, segundo o hematologista Raul Ribeiro. E dos 20% restantes, que necessitam de transplante de medula óssea, metade é curada. Números bem diferentes dos anos 60, quando a chance de cura era de 20% dos casos. ''Naquela época eram usadas quatro ou cinco drogas em combinação não muito intensa. Hoje, são mais de 10 medicações, e usadas de forma intensa'', afirmou.
Natural de Arapongas, Ribeiro atua nos Estados Unidos há 15 anos na área de investigação clínica de leucemia, linfomas e carcinoma da glândula supra renal. E é ainda diretor de um programa de transferência de recursos e tecnologia para países com recursos limitados, o que é feito principalmente com a capacitação de profissionais. Em Londrina, ele também participou da Semana de Integração Cultural e Científica dos Acadêmicos de Medicina (Siccam 2005), onde ministrou palestra sobre leucemia em crianças.
A idéia do centro, explicou o presidente da Acil e da Fundação, José Augusto Rapcham, nasceu ''da demanda crescente de doentes com câncer e a estrutura deficitária existente na cidade''. ''A idéia é fazer parcerias para gerar mais recursos para as instituições que já existem e trazer novas tecnologias'', afirmou. Instituída no ano passado, a Fundação Acil, segundo ele, foi criada ''para atender demandas de cunho social'' na cidade. (C.P.)





