Cúpula econômica do Mercosul discute crise no Brasil
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segunda-feira, 12 de abril de 1999
Por Vladimir Goitia 
São Paulo, 13 (AE) - A urgência de reformas institucionais, a necessidade de ajustes fiscais e a reestruturação financeira na América Latina são parte do tripé de discussões da 5ª Cúpula Econômica do Mercosul (Mercosur Economic Summit), que será realizada em Santiago, no Chile, entre os dias 5 e 7 de maio. Organizado pelo World Economic Forum (WEF), o encontro promete reunir mais de 500 participantes entre presidentes dos países do Mercosul e da Comunidade Andina das Nações (CAN), ministros de Estado, representantes de órgãos multilaterais, economistas, acadêmicos, executivos de grandes conglomerados industriais e empresários.
A crise no Brasil e as suas implicações na economia latino-americana devem, também, transformar-se em um dos principais pontos de discussão da nova cúpula econômica do Mercosul, denominada de "Fortalecendo a América Latina para o Próximo Milênio".
A versão deste ano da cúpula econômica da região será presidida por Enrique Iglesias, presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), pelo executivo-chefe da Asean Brown Boveri, Goran Lindahl e pelo executivo-chefe da canadense Placer Dome, John Wilson. No próximo ano, o Mercosu Economic Summit será realizado no Rio de Janeiro.
Até agora, confirmaram presença os presidentes da Argentina, Carlos Menem, do Chile, Eduardo Frei e do Uruguai, Julio Maria Sanguinetti. O Itamaraty não confirrmou ainda se o presidente Fernando Henrique Cardoso participará ou não do Mercosur Economic Summit, que será também uma prévia do encontro de cúpula de presidentes do Mercosul e da União Européia, marcada para final de junho no Rio de Janeiro.


