Cúpula do PFL tenta acordo com Maciel sobre reforma tributária
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quarta-feira, 29 de setembro de 1999
Por Liliana Lavoratti 
Brasília, 30 (AE) - A cúpula do PFL reuniu-se hoje, pelo segundo dia consecutivo, com o relator da reforma tributária, Mussa Demes (PFL-PI), e o secretário da Receita Federal e ministro interino da Fazenda, Everardo Maciel, para tentar encontrar pontos comuns nas alterações propostas. Os dois, ligados ao mesmo partido, vêm divergindo sobre a principal mudança da reforma, que é a criação do Imposto sobre Valor Agregado (IVA) em substituição aos principais impostos e contribuições federais cobrados sobre o consumo no País.
Um dia depois de ter declarado apoio total à reforma - bandeira até então defendida no Congresso pelo PMDB -, o PFL mostrou que também diverge em torno do tema. Ao mesmo tempo em que o presidente do Congresso, senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA), defendia a cobrança do Imposto sobre Movimentação Financeira (IMF) compensável em outros tributos, conforme proposta de Maciel, o presidente nacional do partido, senador Jorge Bornhausen (SC), apontava a existência de muitos pontos desfavoráveis no tributo.
"A vantagem do IMF é que todos pagam, mas contra ele pesa o fato de, mesmo podendo ser compensado no futuro, continuará incidindo em cascata em todas as etapas da cadeia produtiva", afirmou Bornhausen, após almoço de pefelistas com Maciel e membros da comissão, na casa de ACM. O presidente do Senado admitiu que a polêmica do acordo que o PFL tenta costurar entre o governo e Demes é justamente a inclusão ou não do IMF. Demes é contra o tributo.


