Cúpula do Grupo dos 77 aprova seu Plano de Ação
Havana, 14 (AE-ANSA) - A cúpula dos países do Grupo dos 77 apresentou hoje (14) em Havana seu Plano de Ação, baseado na convicção de que a globalização é uma "força poderosa e dinâmica para alavancar a cooperação e acelerar o crescimento e o desenvolvimento", mas adverte que essa força também apresenta "perigos e problemas".
O programa, de 27 páginas, foi aprovado pelos 42 chefes de Estado e de governo presentes à reunião dos 133 países que compõem o G-77. Segundo o plano, a partir da mundialização, ocorreu "uma proliferação de inovações econômicas, científicas, tecnológicas e culturais que influíram no processo de desenvolvimento do hemisfério Sul."
Em relação à tecnologia, o plano aprovado em Havana pede a eliminação de "obstáculos básicos e infra-estruturais" que impeçam a difusão de conhecimentos, como as falhas no fornecimento de energia elétrica, serviços de transporte e telecomunicações".
De acordo com o Plano de Ação, as nações do Sul deverão aplicar recursos na promoção do acesso de crianças e jovens principalmente à educação de nível básico e superior.
Além disso, os 42 signatários desejam "dar alento" a que as instituições "do Sul" lancem "novas iniciativas para a promoção dos conhecimentos e da tecnologia". Foi também selado um compromisso para o estabelecimento de um consórcio sobre conhecimentos e tecnologia e incentivo às organizaçes científicas e de investigação.
Outra porposta aprovada é a de desenvolver instituições de saúde que, entre outros fins, "permitam prevenir e curar importantes enfermidades contagiosas do Sul, como a malária, a tuberculose e a aids."
Outro "perigo" da globalização que o plano se propõe a combater é a fuga de cérebros, a partir de mecanismos que vão desde o oferecimento de "condições mais favoráveis em nossos países" para reter "recursos humanos" até a abertura de representações "do Sul" em nações desenvolvidas.
À reunião de cinco dias que se encerrará à meia-noite de hoje
, compareceram, entre outros, o secretário-geral da ONU, Kofi Annan, o líder da Autoridade Palestina, Yásser Arafat, e um único chefe de Estado latino-americano: o presidente venezuelano Hugo Chávez.





