Sobre os relacionamentos, o médico observa que, se antigamente os namoros e noivados eram longos e os casamentos, mais ainda, atualmente, as pessoas estão menos tolerantes e acabam se separando bem cedo. ''No mundo todo, houve 200% de aumento no número de separações durante os últimos trinta anos'', comenta. Para ele, as pessoas têm dificuldades em lidar com as frustrações e, ao sinal da primeira crise conjugal, a tendência é partir para a separação.
Uma das causas, diz ele, é a busca pela garantia da individualidade. ''O companheirismo e a cumplicidade, praticamente banidos da vida a dois, foram substituídos pela perseguição do sucesso individual e a performance profissional.'' Em função da vida moderna, as famílias não fazem mais as refeições juntas, conversa-se pouco, cada um tem um aparelho de TV no quarto, e todas as energias são canalizadas para a sobrevivência financeira e status.
Seja qual for o motivo por trás de um relacionamento morno, a receita é namorar, sair de mãos dadas, se beijar, bater papo, dançar, a exemplo dos jovens. Em seu livro ''Mulher, a Conquista da Liberdade do Prazer'', o psicoterapeuta sugere uma mudança na rotina. Alguns casais, juntos há 10, 20, 30 anos, estabelecem um tempo para o sexo em determinado dia da semana, como a mulher que agenda uma hora para fazer as unhas ou o cabelo. ''Por que não desligar a TV por uma semana e passar a ouvir música, dançar, preparar um jantar especial, tomar longos banhos de banheira juntos?''(A.E.)
Serviço: PROJETO AMAR BEM: 0800-7706543. Na internet: www.projetoamarbem.com.br

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