O Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, na Grande São Paulo, é considerado pela polícia um dos pontos de saída de cocaína do País para o exterior. No ano passado, os policiais do Departamento de Investigações Sobre Narcóticos (Denarc) prenderam 83 pessoas – 40 brasileiros e 43 estrangeiros – que tentavam embarcar com 126 quilos de cocaína. Houve um aumento de 84% nas prisões em comparação com 1999, quando os policiais detiveram 45 pessoas no aeroporto, com 81 quilos da droga.
As chamadas ‘‘mulas’’ (pessoas contratadas para o transporte da droga) tentaram deixar o País com a cocaína escondida nas bagagens ou então amarrada ao corpo. Houve casos extremos em que as ‘‘mulas’’, principalmente os estrangeiros, engoliram cápsulas com cocaína feitas com o mesmo material usado em luvas cirúrgicas. Dois morreram por overdose, um antes do embarque e o outro durante a viagem, ainda em território brasileiro. Nos dois casos, houve o rompimento de cápsulas no estômago.
As ‘‘mulas’’ presas em 2000 e este ano levavam em média entre 300 gramas e 6 quilos. A maioria foi contratada pela máfia nigeriana para entregar a droga na Bélgica, Holanda, Itália, Espanha, França e África do Sul.

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