Pandemia -

Cultos evangélicos se programam para retomada presencial

Conselho de Pastores Evangélicos de Londrina e Região Metropolitana Pastores reforçam cuidados

Walkiria Vieira - Grupo Folha
Walkiria Vieira - Grupo Folha

Ainda na coletiva realizada na sexta (22), o prefeito Marcelo Belinati explicou que um decreto publicado pelo governo do Estado regulamentou a abertura de casas religiosas, por meio de uma resolução que considerou a atividade essencial. Ele pediu para que as regras de restrição sejam respeitadas - 30% de ocupação e distanciamento de dois metros. "Uma questão muito importante é que pessoas de mais idade e com comorbidades continuem acompanhando as ações religiosas pela internet", reforçou.


Por meio de nota nas redes sociais, o Conselho de Pastores Evangélicos de Londrina e Região Metropolitana - CPEL, declarou: O CPEL recomenda a todas as igrejas de Londrina que sigam rigorosamente a Resolução nº 734/2020, da Secretaria da Saúde do Estado, a qual regulamenta a referida lei e impõe parâmetros. Lembrando que as lideranças das igrejas locais serão responsabilizadas pelo descumprimento das orientações da normativa."




Cultos evangélicos se programam para retomada presencial
 


Do ponto de vista do pastor Adriano Dedin,  da Igreja Batista da Lagoinha, a decisão foi assertiva. "Nós, como igreja e instituição, nos preocupamos com nossa comunidade e a saúde de cada um. Decidimos retornar na próxima semana, dia 31, e nesse período faremos um treinamento para que não haja tumulto ou aglomeração", explicou. A Lagoinha realiza cultos às quartas, sábados e domingos, mas prefere aguardar até o próximo domingo para reabrir a casa com mais segurança e tranquilidade. 


Na prática, Dedin esclarece que de acordo com as normas estabelecidas, a unidade poderá receber no máximo 100 pessoas nos dias de culto. Temos um número de WhatsApp e a confirmação de presença deverá ser consolidada previamente. Dedin ressalta ainda que havia uma expectativa muito grande dos fiéis pelo retorno das atividades presenciais. "Havia muito clamor e a maioria já se manifestou alegremente com a informação da reabertura", disse. 


O líder de adolescentes da Igreja Batista da Lagoinha, Guto Negri, concorda com a volta das atividades presenciais com todas as regras de segurança. "Nesse período de isolamento, nossa proposta foi a de que a pessoa criasse em sua casa um ambiente espiritual e reservasse um momento para essa vivência profunda, mas nem todos conseguiram. O corpo mais ativo participava das videoconferências, mas havia também um grupo de frequentadores habituais muito carente de estar presente nas celebrações, que são verdadeiro alimento para o espírito." Negri esclarece que as atividades administrativas foram mantidas nesse período. 


O Pastor Fernando César Monteiro, da Igreja Metodista Central de Londrina, explicou que está com o documento que permite a reabertura em mãos. Mas agirá com cautela. "Estamos em uma fase de planejamento. A resolução apresenta 33 itens que devem ser rigorosamente cumpridos e nessas próximas semanas estarei reunido com as lideranças da Metodista para um estudo minucioso e seguro. Monteiro vislumbra que a possibilidade de reabertura seja para meados de junho, mas ainda não há nada definido."


Já a Arquidiocese de Londrina decidiu manter as missas e cultos religiosos com a presença de fiéis suspensos até 15 de junho como forma de colaborar com as medidas de combate à transmissão do novo coronavírus. Nesta data, uma nova avaliação sobre o avanço da Covid-19 será realizada.




O governador Ratinho Junior sancionou, no dia 20 de maio, a lei que libera o funcionamento de igrejas e templos religiosos no Estado. A lei, proposta por deputados da bancada evangélica da Assembleia Legislativa, estabelece esses espaços como locais de “atividade essencial” e proíbe o fechamento dos mesmos durante períodos de calamidade pública. Até então, as igrejas estavam proibidas, por decreto do governo do Estado, de promoverem cultos coletivos, podendo apenas realizar atendimentos individuais.

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