Estragão, tomilho, cebolinha francesa, manjericão, alho, camomila, orégano, sálvia, hortelã - a lista do que a gestora em gastronomia Marli Cavaliere, voluntária da Pastoral da Criança, tem em casa é grande. E a utilização também. ''Eu uso muito na gastronomia, praticamente todo dia. Invento muita coisa e procuro diversificar'', afirma.

Ela conta que por causa de problemas de saúde do marido está há mais de um ano cozinhando sem usar sal, apenas com ervas. ''Foi bem complicado, fiz vários testes, mas dá para substituir o sal com as ervas'', diz.

Mas o uso não é restrito ao tempero. As ervas cultivadas em casa também são usadas em chás, sucos, bolos e outras receitinhas. ''O bom de ter uma horta é consumir coisas saudáveis, sem agrotóxico''. No seu quintal não há terra, por isso foram usados uma espécie de caixa de plástico, nas quais o marido colocou rodízios para facilitar o transporte.

Morando em um apartamento bem no centro de Londrina, é difícil acreditar que o empresário Renato Castro, de 63 anos, consiga ter a horta que tem. Como mora no primeiro andar, reformou o apartamento para que pudesse ter uma espécie de laje onde coloca os vasos. Lá ela cultiva, dependendo da época, tomate, pimentão, boldo, manjericão, cenoura, batata e agrião. ''Já fiz muita salada com o que eu colho. Pimentão, por exemplo, eu nunca mais comprei'', conta. (C.P.)

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