Cambé - O presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Londrina e Região (Sindipol), Ademilson Batista, atribuiu a culpa pela fuga em massa da Delegacia de Cambé (Região Metropolitana de Londrina) à superlotação. A carceragem tem capacidade para 57 detentos, mas abrigava 169. Segundo a Polícia Civil, 60 homens fugiram. O número divulgado inicialmente era de 64, mas foi corrigido após uma
recontagem. Até o início da noite de ontem, 37 foram recapturados e 23 seguiam sendo procurados.
De acordo com Batista, o Sindipol já vem chamando a atenção sobre o risco do agravamento de fugas há muito tempo porque investigadores têm sido utilizados como carcereiros, o que não é função deles.
"Em Cambé, o agente penitenciário foi rendido e o investigador acabou sofrendo vários ferimentos durante a fuga dos presos", destacou.
O presidente do Sindipol acrescentou que os investigadores não têm treinamento nem formação para atuar como agentes prisionais. "Essa função é da Secretaria de Estado de Justiça", cobrou.
O sindicato, de acordo com o presidente, tem cobrado o governo do Estado para que vagas sejam criadas no sistema penitenciário. "O governo tem tentado investir no setor. Tem prometido que o número de vagas no sistema prisional irá aumentar e se as vagas ficarem prontas este ano a situação irá melhorar, porque mesmo que seja aumentado o número de policiais e de agentes carcerários, as cadeias continuarão superlotadas e colocando em risco todos que trabalhem por lá", destacou.
A Secretaria de Estado da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (Seju) afirmou que o deficit de vagas já caiu de 10.118 para 3.884 vagas. A pasta informou ainda que até 2011 eram realizadas entre 5 mil e 6 mil prisões por ano e que em 2013 esse número chegou a 17 mil. A assessoria de imprensa do órgão destacou ainda, por meio de nota, que novas vagas serão abertas no sistema prisional a partir de dezembro.

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