Um bom hábito que já pode ser adquirido na infância é a ingestão de pouco sal. Levada para a vida adulta, a prática ajuda a evitar doenças como a hipertensão arterial.
  É na infância também que é possível criar hábitos para evitar a obesidade, alerta o pediatra Maurílio de Oliveira. ‘‘No Brasil, 10% das crianças têm sobrepeso, nos EUA a taxa é de 30%, já é um problema de saúde pública’’, afirma, lembrando que uma criança obesa na primeira infância (até os sete anos) tem 80% de chance de ser um adulto obeso.
  A alimentação ainda está ligada a doenças como o diabetes tipo II, e a alterações no colesterol. ‘‘Hoje a gente vê moleque de oito, nove anos, com colesterol alto e diabetes tipo II’’, alerta.
  Por isso, o pediatra aconselha sempre o uso de bom senso. ‘‘Isso significa utilizar cada vez mais alimentos cozidos ou assados, em detrimento do frito, cada vez menos sal, açúcar, gordura, refrigerantes e alimentos refinados’’, orienta, sugerindo a substituição do pão e macarrão pelos
integrais.
  Sobremesa, ele lembra, é cultural, ‘‘mas um péssimo hábito’’. Por isso, uma maneira de deixá-la mais saudável é usar frutas, ao invés de doces. O lanche da escola também pede cuidados: bolacha recheada, por exemplo, ‘‘é um ‘poço’ de gordura hidrogenada, e refrigerantes, de corantes que dão alergia’’. O médico constata: ‘‘É mais fácil educar o paladar, do que
mudar’’.
  Ele orienta ainda que criança pode ser vegetariana, mas sempre com acompanhamento profissional, ‘‘porque a tendência a ser anêmica é maior’’. (C.P.)

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