Curitiba - Com a queda da temperatura, a Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) reforça o alerta para que a população fique atenta ao surgimento dos primeiros sintomas da gripe. Segundo o monitoramento realizado pelo órgão, até ontem foram contabilizados 73 casos de gripe, sendo 31 de influenza A H3N2, 24 de influenza A H1N1 (gripe suína) e 18 de influenza B. Um óbito suspeito por gripe que ocorreu no final de abril, em Santo Antônio da Platina, no Norte Pioneiro, segue sendo investigado.
Os dados foram apresentados ontem durante o 3º Seminário Estadual sobre Síndromes Respiratórias, em Curitiba, que reuniu cerca de 400 profissionais de saúde. No evento foram reforçadas as estratégias já adotadas para combater a doença, além de frisar a importância da agilidade nos atendimentos aos casos mais graves. Além da vacinação - que continua disponível nas unidades de saúde para os grupos prioritários da campanha, incluindo as crianças menores de 5 anos -, a Sesa aponta outras medidas que podem ser adotadas para se proteger da gripe, como a higienização com álcool em gel, além de deixar os ambientes bem arejados.
A Sesa destaca ainda que o tipo de vírus causador da gripe não influencia no tratamento indicado para os casos suspeitos. "No Paraná, todos os profissionais de saúde estão orientados a administrar o antiviral (Oseltamivir) já nas primeiras 48 horas após o início dos sintomas, período em que o medicamento é mais eficaz", reforçou o superintendente de Vigilância em Saúde da Sesa, Sezifredo Paz. A quantidade, garante ele, é suficiente para tratar mais 202 mil pessoas no Paraná.
No ano passado o Estado registrou 1.125 casos de gripe H1N1 e 40 mortes. Em 2009, ano da epidemia, foram 80 mil casos e 338 mortes; em 2010, 1.607 casos e 19 mortes; e em 2011 foram dois casos e nenhuma morte.
A Secretaria informou também que ampliou o monitoramento de 12 para 26 microorganismos (vírus e bactérias) que mais circulam no Estado. O sistema de monitoramento é realizado através de amostras coletadas nas 52 unidades sentinelas (pronto atendimentos, unidades de saúde e hospitais), espalhadas em 21 municípios. As amostras são processadas no Laboratório Central do Estado, em São José dos Pinhais. "Desta forma temos como acompanhar os vírus em circulação no Estado e qual deles tem maior incidência em determinadas regiões", completou Paz.

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