A cardiopatia congênita não é uma doença rara. Não dá para dizer que uma patologia que acomete cerca de 28 mil crianças no Brasil seja incomum. É por isso que a luta em torno de diagnósticos mais precisos e melhores condições de tratamento está em pauta novamente, com a campanha da Associação de Assistência à Criança Cardiopata (AACC) Pequenos Corações, embalada pelo Dia da Conscientização da Cardiopatia Congênita, lembrado no dia 12 de junho. O movimento foi lançado com solenidade na Câmara de Vereadores.
No Brasil, há grandes centros especializados no tratamento - São Paulo é a principal referência - mas a maioria das cidades, principalmente no Norte e Nordeste do País, ainda engatinha quando o assunto é estrutura de diagnóstico e tratamento. E isso é o que mais preocupa as entidades que lutam pela causa. Dos 28 mil que nascem com a doença todos os anos no País, estima-se que pelo menos 23 mil necessitem de atendimento diferenciado e de cirurgia cardíaca.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, em 2014 foram realizadas 5.773 cirurgias em crianças cardiopatas - apenas 22% de todas aquelas que necessitam passar pelo procedimento. Um dado que reflete bem o problema é que 18 mil deles (78%) sequer recebem tratamento.
O pequeno Mikael, de apenas 6 meses, encara uma luta diária para viver. Portador de uma cardiopatia rara, chamada hipoplasia do ventrículo esquerdo, ele já enfrentou duas cirurgias de grande porte e está na fila por mais uma, que terá que fazer entre os 2 e 4 anos de idade. "Hoje ele está bem, toma sete medicamentos todos os dias. E vai precisar de acompanhamento o resto da vida, por isso o tratamento e o diagnóstico precoce são importantes", reforçou o pai, o policial militar Everaldo José da Silva.

Doença na qual há anormalidade da estrutura ou função do coração

Seja por falta de diagnóstico ou por falta de vagas na rede pública de saúde

O Programa Folha Cidadania é o desafio social da Folha de Londrina no combate ao analfabetismo funcional

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