Cuidados com o armazenamento
Coxinhas, pastéis, quibes, espetinhos, bolinhos de carne... Na hora da fome, tudo parece apetitoso e saudável e apesar dos riscos, é difícil resistir à tentação. Mas o que acontece quando consumimos produtos fritos armazenados em estufas de bares e lanchonetes?
Na lanchonete Vila Rica, no Centro de Londrina, a proprietária Elizabete Cristina Gomes, afirma que os alimentos que não são vendidos no dia, são levados para casa pelos próprios funcionários. O balcão refrigerado, segundo ela, é inspecionado todo pela Vigilância Sanitária.
Mas os cuidados não são observados por todos estabelecimentos. Em muitos locais, a estufa é pequena, não é elétrica e nem possui termostato para controlar a temperatura. ''Uma simples lâmpada para aquecer a estufa não é suficiente para manter a qualidade do produto'', alerta a nutricionista da Unopar, Beatriz Lourenço Ulate.
A nutricionista explica que quando o alimento é mantido fora da faixa de temperatura, os microorganismos existentes se multiplicam causando, muitas vezes, a intoxicação alimentar. ''O alimento é adequado para o microorganismo crescer e o risco de intoxicação é muito alto'', afirma.
O ideal, de acordo com Beatriz, é manter o alimento conservado abaixo dos 10 graus ou acima dos 65 graus. ''Entre 10 graus e 65 graus a temperatura é ideal para que os microorganismos patogênicos se multipliquem'', diz.
Alimentos armazenados em caixas de isopor também não são garantidos. ''O abre e fecha da caixa já altera a composição do produto''. Segundo a nutricionista, nos supermercados o consumidor tem menor chance de encontrar problemas nesse tipo de alimentos. ''A conservação é melhor porque as estufas têm termostato que controlam a temperatura''.
A dica da nutricionista ao consumidor que vai comer os salgadinhos na rua, é comprar os alimentos em locais seguros, limpos, com grande fluxo de pessoas, onde os produtos são fritos na hora. ''Nestes casos, os riscos de intoxicação alimentar são menores''.(M.O.) ®MDNM¯





