Cubas pede ajuda aos EUA para esclarecer morte de Argaña
Assunção, 25 (AE-ANSA) - O presidente do Paraguai, Raúl Cubas, solicitou ajuda do governo dos EUA para esclarecer o assassinato, na terça-feira, do vice-presidente Luis María Argaña. Até agora a polícia paraguaia não tem nenhuma pista concreta dos assassinos.
Segundo o ministro do Interior, Carlos Cubas, irmão do presidente, já existem sete suspeitos detidos, seis dos quais seriam colombianos. Os colombianos envolvidos são: Diego Medina Sánchez (32 anos), Jackson Andrés Sandoval Gómez (24), Daniel Medina Sánchez (44), todos comerciantes e Dairo Humberto Esterlin (38), joalheiro. Eles entraram no país no dia 9. No dia 13 entraram os colombianos William Eduardo Cuéllar (22 anos) e Elio Eddy Maya Avila (37), também comerciantes.
O guarda-costas de Argaña, Francisco Barrios Gonzalez, também foi morto no atentado. O motorista do vice-presidente, Víctor Raúl Barrios, saiu ferido. Ele está internado no Hospital Americano, na capital paraguaia.
Segundo o comandante da Polícia Nacional, Niño Trinidad, o automóvel marca Fiat Tempra, usado no atentado e incendiado depois, não tem registro dentro do Paraguai. O político Icho Planás, ligado a Argaña, garante que os assassinos do vice-presidente são brasileiros e foram treinados em Ciudad del Este. Até agora, os únicos estrangeiros suspeitos seriam os colombianos.
O argentino Raúl Reali, diretor da hidrelétrica binacional Yaciretá, disse hoje que as declarações do senador paraguaio Juan Carlos Galaverna de que ele estaria envolvido na morte de Argaña são "fruto de sua confusão mental". Galaverna acusa Reali de ter colaborado financeiramente no "projeto criminoso" do general Lino Oviedo de chegar ao poder. Como prova, Galaverna diz que Reali deu US$ 150 mil a Víctor Galeano Perrone, ex-conselheiro da usina e braço direito de Oviedo. O dinheiro serviria para festejar a vitória do general golpista na luta interna do Partido Colorado.
O governo do Uruguai negou hoje que a atual situação do Paraguai ponha em risco a permanência do país no Mercosul. "Temos, como sócios, de garantir o marco institucional do país", disse o chanceler uruguaio interino, Roberto Rodríguez Pioli. As reuniões do Mercosul, previstas para estes dias em Assunção - que exerce a secretaria pro-tempore do bloco - foram suspensas até nova ordem. Na terça, dia da morte de Argaña, estava prevista uma reunião do Comitê Técnico da Comissão de Comércio. O encontro foi adiado quando o Paraguai fechou suas fronteiras. Os encontros de vários Subgrupos de Trabalho do Grupo Mercado Comum (máxima instância do Mercosul) também foram suspensos.





