Cubanos tomam reféns em cadeia norte-americana
St. Martinville, EUA, 14 (AE-AP) - Negociadores trabalhavam hoje (14) para tentar persuadir cinco cubanos armados e frustrados com seu encarceramento a libertarem dois deputados e um diretor de uma cadeia do Estado norte-americano de Lousiana.
Segundo o xerife Charles Fuselier, os reféns foram tomados durante uma rebelião na Penitenciária de St. Martin Parish iniciada ontem no momento em que os detentos deixavam uma área de exercícios. Ninguém ficou ferido.
"Queremos ser libertados e enviados de volta a nosso país ou a qualquer outro, não importa", disse Jonne Ponte, um dos cubanos, em entrevista por telefone à emissora de televisão KLFY.
De acordo com autoridades carcerárias, com o aumento da tensão na penitenciária, 43 dos 160 prisioneiros do local foram transferidos em ônibus para outras prisões.
Segundo Ponte, ele está sendo mantido preso há 13 anos aguardando o seu caso de imigração ilegal. O porta-voz da agência de imigração dos EUA, Mike Gilhooly disse não poder verificar por quanto tempo Ponte está na penitenciária. Ele concorda que alguns casos demoram muito tempo porque os detidos não podem ser libertados nos EUA nem deportados para Cuba.
"No caso de muitos cubanos, não podemos enviá-los a seu país porque não temos acordos de extradição com o governo de Cuba", disse Gilhooly.
Quatro dos cinco cubanos estavam entre um grupo de 60 mantido na prisão pelo Serviço de Imigração e Naturalização aguardando deportação ou outras ações legais. O quinto homem está preso por crime comum.





