Brasília - Os 400 médicos cubanos que chegam na próxima semana para trabalhar no Brasil serão alocados em cidades que são o retrato da carência no País. Dentre as 701 que não foram citadas como possível escolha por nenhum médico brasileiro no programa Mais Médicos, 68% tem Índice de Desenvolvimento Humano baixo ou muito baixo e a maioria tem pelo menos 20% da população vivendo em extrema pobreza.
Os 400 cubanos, que devem chegar ao País no fim de semana, são a primeira leva de um total de 4 mil que estarão trabalhando aqui até o final deste ano. O grupo supre menos de um quinto das necessidades apontadas por essas cidades ao Mais Médicos. Juntas, as cidades pediram 2.140 profissionais, e o ministério ainda estuda quais serão atendidas nesse primeiro momento.
A maioria delas, 84%, fica nas regiões Norte e Nordeste, sendo que 121 ficam no Piauí, 108 na Bahia e 90 no Maranhão. Os médicos estrangeiros que chegam esse final de semana - não apenas os cubanos, mas outros 243 estrangeiros que fizeram inscrições individuais - começam na segunda-feira três semanas de treinamento em universidades brasileiras em oito capitais: Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza. A chegada às cidades de destino acontece na segunda quinzena de setembro.
O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, defendeu ontem a importação dos médicos cubanos. "Essa decisão foi tomada considerando-se o melhor serviço possível, não tem uma motivação ideológica", afirmou.

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