Cubanos comemoram notícia sobre Elián
Havana, 22 (AE-AP) - Enquanto cubano-americanos em Miami explodiam em revolta com a retirada de Elián González da casa de seu tio-avô, cubanos em Havana sorriam, saboreavam a notícia e choravam de alegria.
"Eu chorei quando ouvi as notícias", disse uma sorridente Migdalia Heredia, 51 anos, uma funcionária pública que desceu quase dançando as escadarias de seu prédio na Velha Havana para contar as últimas a seus amigos.
"É maravilhoso", afirmou sua amiga Carmen Diaz, 47 anos, que trabalha num escritório do governo.
Em uma declaração oficial difundida por rádios, o governo cubano pediu a seus cidadãos para manterem a calma e evitar manifestações públicas.
A rádio cubana divulgou a notícia sobre a retirada de Elián às 6h45 locais (7h45 de Brasília) e poucos minutos depois a primeira reação semioficial veio de Otto Rivero, o líder da União da Juventude Comunista, uma das organizações que têm promovido manifestações pela volta de Elián.
"Todo nosso povo estava esperando essa notícia", disse ele. "Agora estamos aguardando o resto: Que Elián seja entregue imediatamente a seu pai".
Ele também adiantou que a notícia não porá fim à campanha de mobilização em massa de Cuba, que tem sido realizada quase diariamente por mais de quatro meses.
Cubanos comuns procuravam amigos que tinham televisão a cabo para acompanhar as notícias pelas redes americanas.
"Que boas notícias", afirmou o trabalhador da construção civil Alberto Morales, 37 anos, que vestia uma camisa com a estampa de Che Guevara, sentado na escada de um prédio em reformas.
"Eu queria que eles impusessem a lei. Eles já deveriam ter feito isto antes", opinou.





