Cubana pede asilo na Embaixada dos EUA
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quinta-feira, 06 de fevereiro de 2014
Daiene Cardoso, Lisandra Paraguassu e Lígia Formenti<br>Agência Estado 
Brasília - A médica cubana que abandonou o programa Mais Médicos e se refugiou no gabinete da liderança do DEM na Câmara dos Deputados entrou com um pedido de asilo na Embaixada dos Estados Unidos. O governo norte-americano ainda não respondeu à solicitação Ramona Matos Rodríguez.
Ramona, de 51 anos, disse ter deixado no sábado passado a cidade paraense de Pacajá, onde outros seis estrangeiros atenderiam pelo Mais Médicos, e viajou para Brasília. A médica declarou ter decidido abandonar o programa ao descobrir que o salário pago aos profissionais de outras nacionalidades era de R$ 10 mil, valor que não teria sido informado pelas autoridades cubanas. Ela disse que recebe apenas US$ 400 mensais depositados no Brasil.
A médica se encaixa perfeitamente em um programa americano criado em 2006 para atrair profissionais da ilha. O "Programa de Passes para Pessoal Médico Cubano" prevê que médicos, enfermeiras e outros profissionais de saúde, enviados pelo governo de Cuba para estudar ou trabalhar em outro país, serão aceitos para viver nos Estados Unidos.
O programa se apoia em duas normas da lei americana, a que aceita asilo em casos de "necessidade humanitária urgente" ou benefício público significativo, e exige apenas que o candidato a residente seja cidadão cubano e esteja no momento trabalhando ou estudando em um terceiro país, enviado pelo governo. Podem se beneficiar desse visto especial médicos, enfermeiros, paramédicos, terapeutas físicos, técnicos de laboratórios e treinadores esportivos, assim como suas famílias.
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, afirmou que tão logo a cubana seja desligada do programa Mais Médicos, seu passaporte será cassado. Por enquanto, no entanto, sua situação é regular, nada impede que ela transite livremente pelo País.


