Cuba sentencia dissidentes a cinco anos de prisão
Havana, 15 (AE-REUTERS) - O governo cubano anunciou nesta segunda-feira (15) sentenças entre três anos e meio a cinco anos de prisão para os quatro mais famosos dissidentes da ilha, condenados por incitar a sedição em Cuba.
A sentença mais severa, de cinco anos, foi para Vladimiro Roca
um ex-piloto da Força Aérea Cubana e filho do falecido herói comunista Blas Roca, de acordo com um comunicado difundido pela rede de televisão estatal.
O acadêmico Félix Bonne, de 59 anos, e o advogado René Gómez Manzano, de 55, receberam sentenças de quatro anos de cárcere, enquanto a economista Marta Beatriz Roque, de 53, foi condenada a três anos e meio de prisão, segundo o comunicado.
Os quatro, cujo caso gerou pressão internacional sobre o governo de Fidel Castro, já passaram 19 meses na prisão depois de serem capturados em 1997 por criticar o governo do Partido Comunista e pedir reformas.
O caso é considerado o maior juízo político realizado em Cuba em toda a década.
O comunicado lido na televisão dizia que foram levados "em conta os delitos reiterados (dos quatro) previstos pelo Código Penal" e que estes foram "irrefutavelmente provados" durante o juízo ao qual foram submetidos em 1º de março em um tribunal de Havana.
"Apesar de os danos causados a nosso país terem sido muito graves e o caráter antipatriótico dos fatos serem muito graves, o tribunal se ateve estritamente às leis vigentes no momento em que ocorreram os mesmos", assegurava o comunicado divulgado pela televisão. Cuba aprovou há pouco tempo novas e mais duras medidas anti-subversivas.
As sentenças, decididas por um painel de cinco juízes, foram inferiores às solicitadas pelo promotor estatal do caso, que pediu seis anos de prisão para Roca, e cinco para os restantes. Também foram inferiores à sentença máxima de oito anos prevista para o delito.





