Havana, 05 (AE-AP) - Cuba levou os Estados Unidos à corte nesta segunda-feira (05) em busca de uma reparação, alegando danos causados a cubanos em uma guerra suja apoiada pelo governo norte-americano durante quatro décadas.
As audiências foram abertas na manhã de hoje no Palácio da Revolução - onde está instalado o governo comunista de Cuba -, em vez de ser realizado em uma corte regular, demonstrando a importância política que o presidente Fidel Castro deposita neste processo judicial.
As audiências demonstrarão "a hostilidade doentia representada pela política norte-americana em relação a Cuba", informou hoje o jornal "Trabajadores", de funcionários do Partido Comunista, em reportagem de primeira página.
Mais de 100 pessoas devem testemunhar antes das audiências de 22 de julho. Grandes pilhas de evidências escritas - a espinha dorsal da maioria dos sistemas judiciários latino-americanos - também devem ser apresentadas.
A primeira testemunha perante os cinco membros do tribunal foi Anibal Velaz Suarez, ex-chefe da segurança de Estado para o centro de Cuba durante o início da década de 60. Ele testemunhou sobre "os atos sangrentos e bárbaros cometidos pela CIA ao lado dos bandidos" nos anos seguintes à ascensão de Fidel Castro ao poder, em 1959, incluindo o assassinato de membros do então novo governo revolucionário.
O processo, aberto no fim de maio em Havana, pede US$ 181 bilhões em compensações e reparações de danos pela morte de 3.478 cubanos e a permanente agressão física causada a 2.099 pessoas em uma ampla variedade de atos que vão da invasão da Baía dos Porcos em 1961 à explosão de bombas em hotéis de Havana em 1997.

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