Cuba julga salvadorenho por suposto terrorismo apoiado pelos EUA
Havana, 08 (AE-REUTERS) - Um salvadorenho de 27 anos que confessou uma série de atentados a bomba visando ferir a crescente indústria turística de Cuba foi a julgamento hoje (08), acusado de "terrorismo" apoiado pelos Estados Unidos.
"Quero fazer público meu mais absoluto arrependimento e repulsa por essas ações", afirmou no tribunal Raul Ernesto Cruz Leon, vestido com o uniforme azul e cinza de presidiário, e gaguejando diversas vezes, depois que foram lidas as acusações contra ele.
Num discurso emocionado, Raul, um ex-guarda de segurança, pediu perdão à Cuba, a El Salvador, Deus, sua família, e parentes das vítimas dos seis ataques a bomba contra hotéis e um restaurante em 1997.
Um turista italiano, Fabio di Celmo, foi morto por estilhaços de vidro em um ataque, e outros 11 ficaram feridos no total.
"Sei que não sou um homem inocente. Considero-me um homem arrependido", acrescentou um tenso Cruz, observado por sua mãe e irmã em um tribunal situado na simbólica e espetacular construção do tempo colonial de La Cabaña, uma fortaleza situada na Baía de Havana.
"Deus sabe que nunca quis aquela morte... que me atormenta terrivelmente", acrescentou, retratando-se como um simples mercenário cujo "espírito aventureiro" e necessidades econômicas o levaram a ser manipulado por outro salvadorenho, sob cujas ordens atuou.
A promotoria está pedindo a pena de morte para Cruz, a sentença máxima por terrorismo no código penal cubano, que é executada por fuzilamento. O julgamento na antiga fortaleza militar espanhola deve durar vários dias.





