Cuba insiste que não retirará diplomata em Washington
Havana, 25 (AE-AP) - O presidente da Assembléia Nacional de Cuba, Ricardo Alarcón, disse nesta sexta-feira (25) que o diplomata cubano a quem foi ordenado abandonar os Estados Unidos
permanecerá em Washington.
"Não o retiramos nem iremos retirar", disse ontem Alarcón, braço direito do presidente Fidel Castro nas relações com os Estados Unidos.
Alarcón desafiou o Departamento de Estado norte-americano a "apresentar suas supostas provas" e "não temer o debate".
Washington ordenou sábado a expulsão do diplomata, José Imperatori, em um máximo de sete dias devido a supostos vínculos com um funcionário norte-americano de Imigração preso em Miami sob suspeita de espionar para Cuba.
María Cardona, porta-voz do Serviço de Imigração e Naturalização (INS, pela sigla em inglês) dos Estados Unidos, afirmou que se o diplomata não sair do país até as 13h30 locais de sábado, "as agências apropriadas tomarão as medidas correspondentes". Cardona recusou-se a fornecer detalhes.
Em Washington, o chefe da Divisão de Interesses de Cuba, Fernando Remírez, informou oficialmente ao Departamento de Estado que Imperatori não sairá do país.
Remírez foi informado que Washington esperava a saída do funcionário e que este perderia sua imunidade diplomática no caso de ficar, disse um funcionário que falou sob condição de não ter a identidade revelada.





