''Eles nos perguntaram se tínhamos ligações com o movimento zapatista, se éramos informante da CIA, imagine. Nem deram bola quando falamos do nosso trabalho'', completou Pedro. Apesar do episódio, Cuba foi eleita como uma das cidades inesquecíveis para o Latinautas, que destacaram a beleza natural e o acesso da população a saúde, educação, alimentação e a cultura. Outra parada memorável foi na Guatemala, país com maior índice de assassinato de mulheres do mundo.
''Entrevistamos Yolanda Colon, mulher do guerrilheiro assassinado Mario Payeras. Foi impressionante ouvir dela que seus ideais foram construídos após conhecer Dom Hélder Câmara, no Brasil. Mas o lado ruim foi saber que ela não tem mais esperança de mudanças'', disse Pedro. Fazendo um rápido balanço da viagem, os Latinautas resumem que a realidade dos vizinhos latinos é de extrema pobreza, péssimas condições de saneamento, considerando que água é privilégio de cerca de um terço da população.
''Apesar de falarem que o regime ditatorial acabou na América Latina, o que vimos não foi isso. A militarização é intensa e a população sofre muita opressão. Só na Colômbia fomos parados em 15 blitzes. Acho que no Brasil não é diferente, basta ver que o orçamento das Forças Armadas supera o da Saúde e da Educação'', refletiu Thiago. ''Em todos os lugares que perguntamos sobre desigualdade social, todo mundo respondia que o Brasil vinha em primeiro lugar e que posuía o maior índice. Depois viria o país deles'', revelou Thiago, informando que os latinautas aguardam patrocínio para conclusão dos projetos.(F.G.)

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