Cuba acusa checos, presidente da República Checa e oposição
Havana, 20 (AE-AP) - As autoridades cubanas acusaram os diplomatas checos de receber dinheiro de grupos anticastristas e dos Estados Unidos para ajudar os opositores em Cuba e atacaram o presidente Vaclav Havel, a quem qualificaram como um "dissidente fabricado" antes da derrocada do comunismo em seu país.
As acusações, que incluem também denúncias de suposto racismo e problemas sociais na República Checa, foram uma reação a uma resolução checa na Comissão de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas adotada esta semana, quando foi condenada a situação dos direitos humanos na ilha comunista governada por Fidel Castro.
Terça-feira, uma marcha de protesto organizada pelo governo cubano passou em frente à Embaixada da República Checa em Havana. A imprensa cubana informou que cerca de 200.000 pessoas se reuniram na manifestação.
Em Buenos Aires, o embaixador de Cuba na Argentina, Nicolás Rodríguez Aztiazarain, adiantou em quase um mês seu programado retorno a Havana em sinal de desagrado pelo apoio argentino à resolução que criticou seu país na comissão, informou o jornal argentino Página 12.
Não houve confirmação oficial da embaixada cubana, mas uma fonte ligada à representação diplomática, que pediu para não ter sua identidade revelada, disse à Associated Press que o diplomata se ausentará antecipadamente como sinal de desagrado pelo "gesto inamistoso" do governo argentino.





