CTNBio multa Monsanto por testes irregulares
A Monsanto foi multada na semana passada em R$ 20 mil pela Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) por não manter um funcionário na unidade de testes com o algodão transgênico BT, em Rondonópolis (MT). Fiscais estiveram no local e não encontraram o representate da empresa. Pelas normas da CTNBio, os locais de experimentação de variedades transgênicas devem ser guardados por funcionários das empresas de pesquisa, qualificados para atender fiscais ou autoridades, durante 24 horas por dia. O algodão BT é resistente a insetos como o bicudo.
O diretor de comunicação da Monsanto, Belmiro Ribeiro,
disse ontem que todas as providências foram tomadas para que o problema não se repita. Para as empresas de pesquisa é fundamental que estejam alinhadas às normas estabelecidas pela CTNBio, e a Monsanto já sanou os problemas na unidade de Rondonópolis, afirmou.
Além da ausência de funcionários, a fiscalização
encontrou o produto dos testes, o algodão transgênico cultivado experimentalmente, enterrado. Nós fizemos a desativação germinativa do produto dos testes, com aplicação de amônia, e enterramos o material, mas os fiscais solicitaram a recuperação e a incineração do produto, o que foi cumprido, informou Ribeiro. Cerca de 12 mil toneladas de algodão em caroço foram desenterradas e incineradas.
Belmiro Ribeiro disse que o algodão BT e o roundup ready
- resistente a herbicidas - são largamente cultivados nos Estados Unidos, com excelentes resultados. A intenção da Monsanto é trazer estes produtos para o Brasil, assim que forem superadas as dificuldades legais, afirmou.(A.E.)





