Rio, 27 (AE) - A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) assinou hoje com o governo do Rio de Janeiro um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) para investir R$ 180 milhões em 130 projetos de controle da poluição. Cerca de 70% dos sistemas e equipamentos de proteção ambiental já foram contratados, o restante estará encomendado até a metade do ano e os projetos serão concluídos até 2002. A CSN, uma das maiores poluidoras do Estado, está dando garantias bancárias no valor total dos projetos.
A diretora-presidente da CSN, Maria Sílvia Bastos Marques, afirmou que durante a gestão do governador Anthony Garotinho "a questão ambiental foi tratada como merece pela primeira vez". A executiva disse que a diretoria da CSN será a maior fiscalizadora dos projetos, tentará antecipar o cronograma e não será preciso recorrer à fiança bancária. As garantias podem ser executadas a cada seis meses, em parcelas de R$ 30 milhões.
Para o deputado estadual Carlos Minc (PT), o governo deveria baixar um decreto determinando que, no caso de execução das garantias, o dinheiro seja destinado a projetos ambientais. Ele lembrou outros acordos de cunho ambiental que foram feitos no passado, mas não foram cumpridos. "Espero que agora seja diferente, porque, além das garantias bancárias, há uma equipe de meio ambiente despoluída no governo", disse. Antigamente, segundo ele, havia muita corrupção nos órgãos ambientais. Garotinho afirmou: "Se nós agimos corretamente, a CSN também agiu".
Desde 1996 a empresa gastou R$ 100 milhões com projetos deste tipo, informou o diretor executivo do aço da CSN, Albano Vieira . Em 1999, foram contratados R$ 140 milhões. "A legislação ambiental ficou mais apertada e temos de nos adaptar", disse. "Agora não teremos mais emissões e ficaremos à prova de mudanças na legislação".
A CSN assumiu o compromisso de duplicar a Estação de Tratamento de água de Volta Redonda (município onde fica a usina), instalar o aterro sanitário da cidade e doar o terreno para a construção da Estação de Tratamento de Esgotos da cidade. O governo do Rio, que doaria R$ 10 milhões para o tratamento do esgoto de Volta Redonda, vai destinar a verba a um fundo para outros projetos ambientais do município.

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