Rio, 24 (AE) - A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) fechou uma operação de recompra de US$ 160 milhões em títulos da empresa que foram emitidos em 1997 no exterior e estavam no mercado. A companhia pagou 70% do valor de face dos papéis, que chegaram a ser negociados no mercado por 55% do preço.
O objetivo da operação, segundo o superintendente geral de Finanças, Lauro Henrique Resende, era mostrar confiança no País e na própria companhia, já que o forte deságio que atingia os papéis da CSN refletiam a preocupação do mercado em relação a risco Brasil.
Os papéis recomprados, que tinham prazo de liquidação em 2007 e taxa de remuneração de 9,125% ao ano, faziam parte de uma emissão original de US$ 600 milhões. A CSN já havia comprado US$ 70 milhões nos dois últimos anos e restavam US$ 530 milhões em poder do mercado.
Resende destacou que o fato de o mercado continuar com US$ 370 milhões em papéis da CSN para o vencimento em 2007 indica confiança na siderúrgica.
Depois da oferta de recompra os preços dos papéis melhoraram e estão sendo negociados no mercado a 70% do valor de face, percentual que a companhia pagou. Com a recompra a CSN economizou 16% ao ano sobre os US$ 160 milhões, já que deixará de remunerar este montante financiado pelo mercado e ainda pagou os títulos com deságio.
Captação - Além de utilizar recursos do caixa da empresa
a CSN fez uma captação de US$ 50 milhões no exterior com prazo de vencimento de três meses. Resende explicou que a CSN optou pela captação no exterior para minimizar a pressão no câmbio no Brasil em função da troca de reais por dólares para liquidar a operação no exterior.
O superintendente da siderúrgica disse que não há previsão de nova operação de recompra de títulos da CSN. "Apenas se houver nova baixa forte nos papéis", ressaltou. Mas ele destacou que a expectativa real é de que haja uma melhora nos preços dos papéis. O caixa atual da CSN está bem superior ao R$ 1,2 bilhão registrado em dezembro do ano passado, segundo Resende.

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