São Paulo, 18 (AE) - A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) investirá parte de seu caixa na aplicação que considera mais vantajosa neste momento: a recompra de parte de sua própria dívida no mercado secundário, devendo fazer uma oferta pública para readquirir no mínimo US$ 100 milhões e no máximo US$ 529,9 milhões em euronotes, emitidos em 1997, com prazo de dez anos por sua subsidiária integral, a CSN Iron.
A diretora superintendente do Centro Corporativo da CSN, Maria Silvia Bastos Marques, disse que com esta operação, a CSN dá uma firme demonstração da sua confiança no Brasil e no próprio negócio.
Desde 1997, a empresa vem recomprando títulos de sua própria emissão - esta é a primeira vez que uma empresa brasileira promove uma oferta pública para abater uma parcela tão significativa de sua própria dívida.
Por meio de cartas dirigidas aos investidores e anúncios publicados nos jornais Walt Street Journal e Luxembourg Worth, a empresa comunicou a disposição de pagar um total de US$ 700.00 (setecentos dólares) para cada US$ 1,000.00 (mil dólares) do valor dos bônus. Após essa data, os mesmos bônus valerão US$ 665.00 (seiscentos e sessenta e cinco dólares) para cada US$ 1,000.00 (mil dólares) de valor de face. A operação deverá ser liquidada no dia 16 de março.A operação será intermediada pela Nationsbanc Montgomery Securities LLC banco de investimentos que é subsidiária do BankAmerica Corporation.
No seu último relatório, de 30 de setembro de 1998, a empresa tinha um endividamento bruto consolidado de R$ 3,4 bilhões. Deste total, a parcela de curto prazo (com vencimento até 30 de setembro de 1999), predominantemente financiamentos de exportações e importações, representava cerca de R$ 1,1 bilhão. Os outros R$ 2,3 bilhões restantes referiam-se à parcela da dívida de longo prazo. Cerca de 85% da dívida de R$ 3,4 bilhões estavam denominados em dólares.

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