São Paulo, 05 (AE) - A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) está analisando a ampliação de sua atuação no exterior como forma de expandir suas exportações. A análise tem por base um estudo iniciado no primeiro trimestre deste ano. Em função disto, acompanhia investe, também, na redução de custos através de uma nova termoelétrica que deverá entrar em operação até o final do ano e trará uma economia de US$ 30 milhões.
A nova termoelétrica terá capacidade de 238 megawatts e utilizará gases dos fornos da própria CSN. Não há prazo para o término do estudo, mas se sabe que ele deverá apontar o caminho para a siderúrgica aumentar sua atuação externa. A CSN, em resumo, seguirá o mesmo caminho traçado pelo Grupo Gerdau e que terminará ainda este mês com a compra de uma siderúrgica nos Estados Unidos, a Ameristeel, pertencente a Kyoei Steel, do Japão, através de duas subsidiárias que possui no Canadá.
O esforço da CSN no exterior já apareceu no primeiro semestre deste ano com as exportações, que mesmo com dificuldades, cresceram 22% sobre igual período do ano passado. A de se destacar recuperações importantes nos mercados asiáticos
principalmente para a Coréia do Sul. O mercado da China também está indo bem, mas ainda é cedo para se confirmar que isso permanecerá na mesma evolução. Essa ampliação da presença no exterior se reflete nos investimentos programados para 99, que deverão acompanhar o que ocorreu no ano passado, alcançando novamente R$ 500 milhões.
A CSN busca com estes investimentos reduzir custos, aumentar produtividade e ter produtos mais competitivos internacionalmente. Somente com a nova termoelétrica está aplicando R$ 105 milhões.

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