CSN investirá R$ 200 mi para melhorar ambiente de Volta Redonda
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quinta-feira, 22 de julho de 1999
Por Beatriz Coelho Silva 
Rio, 23 (AE) - A Companhia Siderúrgica Nacional está anunciando o investimento de R$ 200 milhões, até o ano 2002, na melhoria da qualidade do meio ambiente em Volta Redonda, cidade criada em função da empresa. Atualmente, os índices de poluição medidos pela Fundação Estadual de Engenharia de Meio Ambiente (Feema) na cidade estão aquém dos satisfatórios, pois os níveis de poluição do ar, hídrica (do Rio Paraíba) e sonora estão acima do aceitável e a empresa vem operando fora das normas ambientais vigentes.
Dos itens avaliados no ano passado, a emissão de partículas em suspensão ficou acima dos 80 microgramas por metro cúbicos aceitáveis. Já a emissão de benzeno, tolieno e xileno (BTX, subprodutos da fabricaçãode aço), medida pela última vez em 1996
ficou dez vezes acima do aceitável. "No entanto, há uma tendência de a empresa mudar essa situação", ressaltou o presidente da Feema, Axel Grael. O índice de BTX foi medido este ano, mas os resultados ainda não estão prontos.
Para melhorar esses índices, a CSN assinará novo termo de compromisso com a Fundação Estadual de Engenharia do Meio Ambiente (Feema), baseada em auditoria realizada pela Coordenação de de Programas de Pós-Graduação em Engenharia (Coppe), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
"R$ 200 milhões é a mesma quantia que foi investida pela CSN desde o início do funcionamento da usina, em 1946, até a privatização, em 1992", diz o superintendente geral de Meio Ambiente da empresa, Luiz Claudio Ferreira Castro. "Nossa meta é deixar para trás os fatos que foram a marca da CSN em todos estes anos". O projeto da Coppe foi entregue no fim de junho à Feema, que tem até meados de setembro para avaliá-lo e fixar as normas do termo de compromisso.
O estudo da Coppe levou em conta a situação atual, as medidas necessárias para conter a poluição e o cronograma de sua implantação. "A diferença deste documento para os anteriores é que as avaliações de seu cumprimento passam a ser mensais", explica Grael. "Mesmo antes de firmar o compromisso, já estamos tomando medidas que são recomendadas no estudo da Coppe", acrescenta Castro Ferreira.
Entre estas medidas está a adequação da coqueria às normais ideais de emissão de BTX. "Estes produtos decorrem da produção do coque (carvão beneficiado usado na fabricação do aço) e, usados adequadamente, são insumos da indústria química", explica Castro Ferreira. "Eles podem escapar tanto na carbo-química, que é quando são colhidos para beneficiamento ou nos fornos da coqueria." Para evitar que ocorra, foram instalados na carbo-química membranas flutuantes que impedem o escapamento. Além disso, está em fase de implantação o "enfornamento" selado nos quatro fornos da coqueria da CSN, que evita o escapamento na fabricação do coque.
"São mais de 300 projetos em andamento pois a CSN precisa mudar sua imagem não só dentro do País, mas também no exterior, para conseguir novos clientes e novos financiamentos no mercado internacional", conclui Castro Ferreira. "Temos também a preocupação de criar tecnologia nacional e 40% do que empregamos hoje já é criada aqui."


