CSN defende internacionalização da indústria siderúrgica
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segunda-feira, 23 de agosto de 1999
Por Denise Ramiro 
São Paulo, 24 (AE) - A diretora-presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), Maria Silvia Bastos Marques, defendeu um processo de internacionalização das empresas nacionais, citando como exemplo a estratégia que vem sendo adotada "com sucesso" pela Gerdau. Ela participou nesta manhã do seminário Os Novos Cenários da Siderurgia, promovido pela Gazeta Mercantil. "A internacionalização da indústria siderúrgica é inevitável", afirmou Maria Silvia. Segundo ela, esse processo em discussão dentro da CFN.
A diretora-presidente da CFN também ressaltou a necessidade de uma atuação mais agressiva dos empresários do setor em relação a política de exportação. "Nossa exportação é residual, só exportamos quando o mercado interno está desaquecido. Isso está errado" afirmou ela.
O presidente da Belgo-Mineira, Antonio José Polanczyk criticou o processo desencadeado nos Estados Unidos que prevê sanções comerciais às exportações brasileiras, mas admite que o está pessimista sobre o desfecho do caso. Os Estados Unidos acusam o Brasil de prática de dumping e de receber subsídios do governo. "O processo tende a caminhar inevitavelmente para o mesmo resultado conferido aos casos dos laminados a quente" acredita.
Ele referiu-se às restrições de exportação desse produto que caíram de 400 mil toneladas até 98 para 295 mil este ano. Segundo ele, o único jeito agora é recorrer a Organização Mundial do Comércio, mas mesmo assim as "esperanças" são poucas. Para Maria Silvia as restrições dos Estados Unidos contra as exportações brasileiras de aço fazem parte de um processo muito bem organizado, envolvendo empresas, sindicatos e mídia, que resultou na imobilização do governo norte-americano. "Temos que organizar também da mesma forma sem ter que depender do governo" disse ela.


