Cruzes negras com os nomes dos 42 mortos na explosão do Osasco Plaza Shopping e distribuição de placas de homenagem às entidades que ajudaram no resgate das vítimas marcaram ontem o primeiro ano da tragédia. Em duas manifestações simultâneas, vítimas e parentes e a administração do shopping lembraram ontem o acidente que, além dos mortos, deixou mais de 400 feridos.
Na cerimônia fria e discreta na praça de eventos do Plaza, o administrador David da Rocha Júnior entregou placas de homenagem a 50 entidades que colaboraram no dia do acidente, como a Prefeitura de Osasco, os bombeiros e associações de bairros.
Um ‘‘cemitério’’ de cruzes negras com os nomes dos mortos foi montado em frente do shopping.
Por volta do meio-dia, horário da explosão, os manifestantes começaram a pintar o rosto de preto. Fizeram um minuto de silêncio, pediram punição para os culpados e indenização urgente para as vítimas, algumas apoiadas em muletas ou em cadeiras de rodas. Muito exaltados, os manifestantes escutaram o rabino Henri Sobel, da Congregação Israelita Paulista. ‘‘Não podemos deixar que essa tragédia passe impune’’, discursou.
As lojas só abriram às 13 horas, depois do culto ecumênico. ‘‘Abrir hoje é falta de respeito, não tem o menor clima de trabalho’’, opinou Dionéia Aparecida, de 22, puxando colegas da loja em que trabalha para acompanhar as manifestações do lado de fora.

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